Informações: Polícia Civil

Atualizado: 04/10/2019.

Nesta quinta-feira (03) a Polícia Civil divulgou os resultados de mais uma fase da operação “Sem Maldade”. As investigações evidenciaram a participação de cinco professoras que atuavam na escola que funciona no interior do “Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo” em uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e ingresso de telefones celulares em estabelecimentos prisionais. Nesta data foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Carmo do Paranaíba, São Gotardo e Araguari. Durante a operação foram apreendidas porções de maconha e uma balança de precisão, também foram localizados e presos em Carmo do Paranaíba dois indivíduos com mandado de prisão em aberto, sendo um suspeito de integrar o PCC e atuar no cometimento de crimes dentro e fora dos presídios (alvo no âmbito da OPERAÇÃO MURALHA, também deflagrada hoje em todo o estado) e um suspeito de estupro de vulnerável. No curso das investigações foram lavrados ao todo três Autos de Prisão em Flagrante por tráfico de drogas e crimes conexos, todos eles no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo sendo um deles entre detentos outro envolvendo a Mãe de um preso que adentrou a unidade com drogas para repassar ao filho e o mais, recente envolvendo uma professora que lecionava na Escola Estadual que funciona no interior da Penitenciária, foi flagrada no último mês de dezembro entrando na unidade com porções de maconha, crack e 13 telefones celulares. Ela usufruía de liberdade provisória e teve novo mandado de prisão expedido pela Justiça e não foi localizada até o momento. Ao todo, serão indiciadas 25 pessoas, incluindo um agente penitenciário, cinco professoras que lecionavam na unidade, detentos recolhidos em penitenciárias de Carmo do Paranaíba, Patrocínio, Coromandel, Pará de Minas e Uberlândia, e familiares destes. Os crimes atribuídos aos suspeitos incluem Organização Criminosa, Tráfico de Drogas, Associação para o Tráfico, Ingresso de Telefone Celular em Estabelecimento Prisional, Corrupção Ativa e Passiva sendo que também o crime de Lavagem de Dinheiro ainda está em apuração em outro inquérito que tramita em paralelo. A operação se iniciou em 2017 por requisição do Ministério Público de Carmo do Paranaíba em decorrência de solicitação da diretoria da Penitenciária da cidade que reportou suspeitas de desvios de conduta por parte de servidores que atuavam no local. Esta fase encerra as investigações que agora serão remetidas ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A VOZ DO POVO.

 

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