Atualizado: 18/02/2017.

O Horário de Verão termina neste domingo (19/2), a partir da zero hora, quando os relógios das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste serão atrasados em uma hora. Segundo a Cemig houve uma redução no consumo de energia de 0,5% no Estado, o que significa que 108.000 megawatts-hora foram poupados. Essa energia seria suficiente para abastecer Belo Horizonte, com 1,5 milhão de habitantes, durante nove dias. Durante os 126 dias de vigência da medida, a Cemig registrou ainda uma redução diária de 4% na demanda máxima de energia, ou 350 MW (megawatts). Em termos de comparação, isso representa a geração de cinco das seis turbinas da Usina Hidrelétrica Três Marias, suficiente para atender, durante todo o período do Horário de Verão, o pico de carga de uma cidade de 750 mil habitantes, equivalente à soma das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas.

BRASIL.

Segundo o Ministério das Minas e Energia, a medida possibilitou uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de pico e de 0,5% no consumo, nos estados que participam do Horário de Verão, o que equivale aproximadamente ao consumo mensal de energia de Brasília, com 2,8 milhões de habitantes. Além disso, a estimativa de ganhos com o Horário de Verão é de R$ 147,5 milhões, que representam o custo evitado em despacho de usinas térmicas, para atendimento à ponta de carga no período de vigência.

DEPUTADO QUER ACABAR COM MEDIDA.

Mas, porém, entretanto, todavia, um Projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB/SC) quer acabar com essa rotina, adotado pela primeira vez em 1931 e repetido todos os anos desde desde 1985. Desde 2007 tramita na Câmara um projeto que proíbe definitivamente a adoção do horário de verão. Para o parlamentar, a economia alegada pelo governo, para justificar o horário de verão, é irrisória diante dos prejuízos causados pela alteração do relógio. Segundo Valdir Colatto, o horário de verão afeta negativamente a maior parte da população, faz mal à saúde e aumenta o número de acidentes causados por fadiga, confusão de raciocínio e irritabilidade. Além da Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto precisa passar ainda por outras duas para ser aprovado: a de Minas e Energia e a de Constituição e Justiça. Se for aprovado, pode ser enviado diretamente ao Senado, sem passar pelo Plenário da Câmara. ( ZEN com informações da CEMIG ) A VOZ DO POVO.

 

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