Por MG2
Atualizado: 13/12/2019.
A liberação ocorreu depois que seis vítimas foram a pé até a Agência Regional do Trabalho em Araxá denunciar a situação. Os trabalhadores ficavam em alojamentos precários, em alguns, lonas eram utilizadas como paredes. Vinte e sete trabalhadores em condição de trabalho escravo foram resgatados, nesta quinta-feira (12) em uma fazenda na zona rural de Perdizes. A liberação foi realizada pela Agência Regional do Trabalho de Araxá, que integra a Secretaria do Trabalho, vinculado ao Ministério da Economia. O resgate ocorreu depois que seis vítimas foram a pé até à Agência denunciar a situação, vieram seis dos trabalhadores, de um total de 27 eles vieram a pé da fazenda onde estavam para fazer a denúncia, pois estavam em condições que não tinha como continuarem trabalhando lá”, disse Luciana Menezes, chefe da Agência Regional. Os contratantes cobravam pela alimentação oferecida no entanto os trabalhadores não sabiam quanto seria pago. Além disso os auditores constataram várias irregularidades. “Eles estavam trabalhando embaixo de chuva, sem capa para proteger, sem equipamento de proteção individual, sem banheiro, sem as mínimas condições de trabalho”, informou o auditor fiscal do trabalho, Humberto Monteiro. Ainda segundo o auditor as falhas dos contratantes começaram no recrutamento. “As irregularidades começam a partir do momento que se recruta a pessoa em um ônibus clandestino e retém a carteira de trabalho do trabalhador. É uma forma de manter o trabalhador coagido a permanecer no trabalho por estar segurando o documento dele”, completou. No momento do resgate, parte dos trabalhadores estava na colheita e o restante em alojamentos precários, alguns com lonas como paredes. “Eles chegaram, jogaram a gente lá, e ficou meio enrolado o alojamento. Tinha que dividir um quarto com oito pessoas”, comentou um dos trabalhadores, que não quis se identificar. Agora, a Agência calculará o saldo devedor de acordo com a legislação trabalhista e o valor da indenização rescisória que devem ser pagos aos trabalhadores. O montante será quitado na presença da fiscalização.Os trabalhadores foram levados para um hotel por conta dos contratantes. Após o pagamento do acerto trabalhista, eles devem retornar para as cidades de origem. A VOZ DO POVO.









