Atualizado: 31/03/17.
Pertences do atirador e, ao fundo, o paletó do promotor.
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Monte Carmelo, no Alto Paranaíba, Valdelei José de Oliveira, e seu filho Juliano Aparecido de Oliveira, foram condenados nesta quinta-feira (30) a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado pela tentativa de homicídio contra o promotor de Justiça Marcus Vinicius Ribeiro Cunha, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O crime aconteceu no dia 21 de fevereiro de 2015, quando Marcus Vinícius saía de carro da Promotoria de Justiça de Monte Carmelo. Juliano Aparecido, de motocicleta, aproximou-se do veículo e efetuou 15 disparos contra o promotor, que foi atingido por três tiros. Ele foi internado no Hospital Santa Clara, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e recebeu alta no dia 25 daquele mês. No dia seguinte ao crime, Juliano confessou ter atirado no promotor e levou os policiais até um matagal na cidade onde a pistola calibre 380, usada no atentado, estava escondida. Delegado Ramon Sandoli apresenta roupa que o promotor vestia e que está com buracos de tiros
A acusação.
De acordo com a acusação, o atirador tentou matar Marcus Vinícius em razão de ações movidas pelo promotor contra o seu pai. Promotor de Justiça em Monte Carmelo desde 2010, Marcus Vinícius esteve à frente, em 2013, da operação Feliz Ano Novo, que teve como objetivo desmontar esquema de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público em Monte Carmelo. Valdelei José, ex-presidente da Câmara, figurou como um dos investigados, tendo sido afastado, por ordem judicial, do cargo de vereador.
O julgamento.
O julgamento, que começou na tarde dessa quarta-feira (29), em Uberlândia, terminou às 5h desta quinta. Segundo o MPMG, embora o fato tenha ocorrido em Monte Carmelo, a sessão aconteceu em outra comarca para assegurar a “imparcialidade, bem como a segurança dos jurados”. O ex-vereador, acusado de ser o mandante do crime, e o filho, acusado de ser o executor, foram condenados pela prática de tentativa de homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa do ofendido. Mais Hoje/A VOZ DO POVO.









