Atualizado: 02/12/2017.

Assim terminou a série de encontros regionais promovidos ao longo do segundo semestre pela Associação Mineira de Municípios (AMM): o senador Antonio Anastasia (PSDB) e o vice-governador de Minas, Antônio Andrade (PMDB), juntos, sem nenhum representante de peso do PT, partido do governador Fernando Pimentel, um dos patrocinadores do evento. A última reunião do ciclo AMM nos Municípios – Encontro nas Macrorregiões aconteceu ontem, em Guimarânia, na região do Alto Paranaíba, e um balanço do evento diz muito sobre as movimentações políticas para as eleições do ano que vem em Minas Gerais. Rompido com Pimentel e contra a continuidade da aliança com o PT em 2018, Andrade – que é presidente do PMDB estadual – anda cada vez mais próximo do ninho tucano. Fontes ligadas do PSDB contam que Toninho Andrade, como é mais conhecido, tem mantido frequentes contatos com articuladores políticos do partido. O vice-governador também não esconde o desejo de lançar candidatura própria do PMDB ao governo de Minas, tendo como principal aposta o deputado federal Rodrigo Pacheco, nome que também agrada às lideranças tucanas. Presidida pelo prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), a AMM nos Municípios atraiu os pré-candidatos a governador Dinis Pinheiro (PP) e Marcio Lacerda (PSB), presenças que irritaram o governador Fernando Pimentel e seus aliados. Outro incômodo provocado pela AMM no governo foi a cobrança que a entidade tem feito a respeito da falta de repasses dos recursos do ICMS, saúde e transporte escolar, por parte do governo estadual, para as prefeituras mineiras. Ao expor a dívida, a AMM assumiu uma postura de oposição a Pimentel. O deputado estadual Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas, disse ao Aparte que a AMM virou “um partido das viúvas de Aécio Neves”. Ao longo das reuniões, que vêm ocorrendo desde julho, houve até uma ameaça de retaliação aos prefeitos que participaram. Antes do encontro da AMM na cidade de Poté, prefeitos de cidades do Vale do Mucuri e do Jequitinhonha receberam, via WhatsApp, um áudio recomendando que não participassem do evento. A pessoa que gravou e enviou a mensagem pedia, em nome do deputado federal Fábio Ramalho (PMDB), que não comparecessem ao encontro para não sofrerem retaliação por parte do governo de Minas. “A grande preocupação do Fabinho é a retaliação que o governo pode passar para os municípios. Porque parece que estão indo ao evento o vice-governador e o menino, o presidente da AMM, que são adversários declarados do governo”, alertou o áudio. Procurada, a assessoria do senador Antonio Anastasia negou que a presença do tucano tenha a ver com articulações políticas. O senador havia sido convidado tinha mais tempo, mas só ontem pôde comparecer. A VOZ DO POVO.

 

CURTIU ? Vai La Compartilhe Nosso Post No WHATS E Nas Redes Sociais

FAZER UM COMENTARIO