Atualizado: 17/01/19.

Agentes da Polícia Militar de Minas Gerais (PM) protestam contra o atraso do pagamento do 13º salário na manhã desta quinta-feira (17), em frente à Academia da PM, no Prado, região Oeste de Belo Horizonte. O ato, que inclui faixas com dizeres como “quem dedica a vida ao povo mineiro não merece o calote do décimo terceiro” e “salário em dia: dignidade e honra dos integrantes da PMMG”, ocorre minutos antes da cerimônia de troca de comandante-geral da corporação, que terá a presença do governador Romeu Zema. Está previsto para as 9h o início da solenidade, na Academia militar, que empossa o coronel Geovanne Gomes da Silva ao comando-geral da PM. Ele assume o posto do coronel Helbert Figueiró de Lourdes, que se transfere para a reserva. O 13º salário de todos os servidores do Estado não foi pago pelo ex-governador de Minas Fernando Pimentel. Romeu Zema, que herdou a dívida, afirmou que o direito “não será pago tão cedo” devido à crise financeira que o Estado enfrenta. Os militares também protestam contra o escalonamento e parcelamento dos salários, como explica o subtenente Soter Magalhães, de 55 anos. “O Estado teve liberação de recurso federal e, mesmo com isso, não colocou em dia nosso pagamento. É um descaso com os servidores militares e nos põe em grande desordem financeira. Muitos de nós temos que recorrer a empréstimos para pagar as contas de casa”, diz. No último dia 7, o Supremo Tribunal Federal (STF) desbloqueou R$ 443,3 milhões das contas de Minas. O valor corresponde à contragarantia de dois contratos de empréstimos entre o governo estadual e o Banco do Brasil: um para o Programa de Desenvolvimento de Minas Gerais e o outro relativo ao Programa de Infraestrutura Rodoviária. A VOZ DO POVO.

 

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