Atualizado: 10/04/19.
O Governo do Estado vai encerrar o atendimento da escola em tempo integral em mais da metade das 1.600 unidades de ensino fundamental da rede pública. A medida vai impactar um universo de cerca de 111 mil alunos e 9.000 professores designados, responsáveis pela extensão curricular. Estudantes de famílias com renda de até um salário mínimo e meio não serão atingidos. O plano de readequação do projeto será apresentado nesta quarta-feira (10) pela secretária de Estado de Educação, Julia Sant’Anna, aos deputados estaduais em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em 2019, as aulas em período integral ainda não foram retomadas e, de acordo com a secretaria, só vão se reiniciar em parte das unidades em razão da falta de verba do Estado para custear o programa. Os principais obstáculos para a continuidade do projeto em toda a rede seriam os recursos para o pagamento da merenda e a remuneração dos designados, além de uma série de irregularidades encontradas nas contas da pasta. No ano passado, ainda na gestão de Fernando Pimentel (PT), segundo dados da atual administração, o governo repassou às escolas dinheiro para o pagamento do lanche de apenas quatro dos 145 dias previstos no programa inicial da secretaria. “Não posso manter uma escola aberta em tempo integral se não tenho dinheiro nem para pagar a merenda desses alunos”, argumenta a secretária. O custo unitário da merenda é de R$ 2 por aluno, sendo R$ 1 custeado pelo governo federal e R$ 1 pelo estadual. Por ano, o custo é de R$ 11 milhões com a segunda jornada escolar. O Tempo/ A VOZ DO POVO.









