Atualizado: 10/04/17.
Jair Bolsonaro não fez comentários depreciativos apenas contra negros e indígenas, mas também atacou mulheres, gays e refugiados. Aos que bateram palmas e riram cúmplices do discurso de ódio, segue a carta do Movimento Negro Unificado. O Movimento Negro Unificado (MNU) reagiu às declarações do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) proferidas em palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, no início da semana. Ao anunciar pedido de abertura de inquérito criminal e de representação por quebra de decoro contra o “deputado racista”. Ainda foi protocolado na “Procuradoria Geral da República” nesta quinta-feira (6) um pedido de investigação contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por racismo, depois de sua fala no clube Hebraica, que também ofendeu quilombolas; “Não podemos deixar para lá, sabemos que o racismo é um crime inafiançável, então queremos justiça não estamos mais na senzala”, destacou Benedita; “Nós mesmos aprovamos a lei contra o racismo. Como é possível que a gente aprove leis e os próprios parlamentares não as cumprem?”, questionou Maria do Rosário. O Movimento Negro Unificado fez um resgate histórico da perseguição aos judeus pelo regime nazista e estabeleceu uma analogia com a situação vivida pelos negros brasileiros, principais vítimas da miséria e da violência urbana no país. A palestra para representantes da comunidade judaica no Rio, o pré-candidato à Presidência da República disparou contra negros, indígenas, mulheres, homossexuais e refugiados. Sobre as mulheres, o deputado bradou: “Eu tenho cinco filhos, foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”. O MNU reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, racistas não passarão. A VOZ DO POVO.









