Atualizado: 11/09/2024 ás 10h:07mim.
Abrigados em barracas de lona, eles declararam cumprir jornadas de até 14 horas de trabalho e passar fome três vezes por semana. Os dois trabalhadores, submetidos a condições análogas à escravidão em uma carvoaria na cidade de Guimarânia, foram resgatados por uma força-tarefa do Ministério Público e do Ministério do Trabalho e Emprego de Patos de Minas, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal. A força-tarefa identificou que os trabalhadores estavam submetidos a condições degradantes, com jornadas exaustivas de aproximadamente 14 horas em trabalhos intensos, alojamentos precários em barracas de lona, alimentação insuficiente e água não potável.
Os dois trabalhadores, oriundos de Montes Claros, trabalhavam das 5h30 da manhã até as 18h, todos os dias da semana. Eles não tinham suas carteiras de trabalho assinadas e estavam sem receber salário há mais de 30 dias. As equipes constataram que no local não havia condições mínimas de segurança. Os dois homens operavam trator e motosserra sem treinamento adequado e não recebiam equipamentos de proteção individual. O empregador foi notificado para realizar o pagamento dos salários, verbas rescisórias, formalizar os contratos de trabalho e custear as passagens de volta à cidade de origem. As barracas de lona usadas como alojamentos foram interditadas.
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