Atualizado: 24/05/19 ás 19h45min.
Em Cruzeiro da Fortaleza vem chamando a atenção são os casos registrados de síndrome (ou doença) “mão-pé-boca” que é uma infecção viral contagiosa, causada por um Enterovirus (Coxsackie A16), que acomete principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, embora possa afetar adultos raramente. A mão-pé-boca caracteriza-se por lesões na cavidade oral e erupções nas mãos e pés. No município ja foram registrados casos
Orientações:
Forma de Transmissão – A transmissão se dá pela via oral, através do contato direto com secreções de via respiratória (saliva), feridas que se formam nas mãos e pés e pelo contato de pessoas infectadas ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Apesar de a pessoa infectada poder permanecer eliminando o vírus nas fezes após já terem desaparecido as lesões da boca, mãos e pés, o maior risco de contágio ocorre durante a primeira semana de doença.
Sinais e Sintomas – O período de incubação é de 4 a 6 dias. Geralmente a doença inicia-se com febre. Apesar de pouco frequente podem ocorrer casos sem febre. Um a dois dias após surgem aftas dolorosas e gânglios aumentados no pescoço. A seguir surge nos pés e nas mãos uma infecção moderada sob a forma de pequenas bolhas não pruriginosas e não dolorosas, de cor acinzentada com base avermelhada. Essas lesões podem aparecer também na área da fralda (coxas e nádegas) e eventualmente podem coçar. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma benigna, com cura espontânea após 7 a 10 dias, sendo pouco frequentes as complicações. É comum que a criança também sofra de dores de cabeça e acentuada inapetência. Nas crianças, a desidratação é a complicação mais frequente em virtude da febre e da ingestão inadequada de líquidos, devido a dor para engolir. Outras complicações podem ocorrer, mas são raras, como meningite viral ou “asséptica”, encefalite e ou encefalomielite e Paralisia Flácida Aguda.
Diagnóstico – O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção. É importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele.
Tratamento – Não há tratamento específico. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.
Medidas de Prevenção e Controle – Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Medidas de prevenção e interrupção da cadeia de transmissão são importantes na Síndrome Mão-Pé-Boca:
As crianças e adultos que estiverem com sinais e/ou sintomas não deverão frequentar escolas ou creches até recomendação médica para o retorno; Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de trocar fraldas e usar o banheiro; Limpar e desinfetar superfícies tocadas com frequência e itens sujos, incluindo brinquedos; Evitar contato próximo, como beijar, abraçar ou compartilhar utensílios ou xícaras com pessoas com problemas de mãos, pés e boca; Crianças devem ficar em casa, sem ir à escola, enquanto durar a infecção; Lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente; Monitorar locais de maior risco (escolas, creches, clubes entre outros); Todo o caso da síndrome deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e orientações, quanto ao tratamento e controle; Disponibilizar sabão líquido e papel toalha nas pias onde são realizadas a higienização das mãos das crianças e colaboradores e o álcool em gel em locais que não tem pia; Orientar profissionais de saúde quanto às medidas de prevenção e controle da cadeia de transmissão, tratamento sintomático e notificação. A VOZ DO POVO.









