Atualizado: 24/05/17.

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia, desencadeou operação na manhã desta terça-feira (23) contra crimes de corrupção ativa e passiva, além de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Os mandados são cumpridos em Uberlândia, Canápolis, Carmo do Paranaíba e Presidente Olegário. Nossa reportagem aguarda posicionamentos dos municípios e escritórios envolvidos. A investigação apura a contratação irregular de um escritório de advocacia situado em Uberlândia para prestação de serviços de compensação de créditos tributários a prefeituras do Triângulo Mineiro. Conforme as investigações, o escritório Ribeiro Silva Advogados Associados – que foi fundado em sociedade com o deputado estadual Arnaldo Silva (PR) e atualmente presta serviços à Prefeitura de Uberlândia – era responsável por conseguir as contratações por meio de tráfico de influência. Um segundo escritório, também na cidade, prestava os serviços e dividia o lucro. A reportagem entrou em contato com o proprietário do escritório, Rodrigo Ribeiro, porém as ligações não foram atendidas. O deputado também foi procurado, por meio da assessoria de imprensa. Confira a íntegra da nota abaixo.

Investigações.

A apuração do Gaeco dá conta de que as contratações entre as prefeituras e o escritório ocorriam sem a realização de processo licitatório em razão de tráfico de influência exercido pela Ribeiro e Silva. A operação foi denominada “Isonomia” em virtude de os lucros originados da prestação de serviços advocatícios serem divididos isonomicamente para o escritório responsável por influenciar os municípios a fazer a contratação e, a outra metade, para o escritório contratado e responsável pela execução dos serviços. Há a informação de que em alguns municípios o chefe do Executivo chegou a solicitar pagamento de vantagem ilícita, no valor de 20% do valor efetivamente pago a título de honorários, e que parte desses valores foram pagos. Os trabalhos de investigação e cumprimento de mandados contaram com o apoio da Coordenadoria Regional das Promotorias do Patrimônio Público e do núcleo de Patos de Minas do Gaeco de Uberaba. Ao todo, participaram dos trabalhos 45 policiais militares e rodoviários federais, 12 viaturas policiais e os promotores de Justiça Daniel Marotta, Adriano Bozola, Renata Santos e Luiz Henrique Borsari. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva. Além disso, um ex-prefeito de Canápolis foi autuado por porte ilegal de arma de fogo e o atual prefeito Perdizes, Fernando Marangoni, foi preso em flagrante recebendo R$ 20 mil em propina na cidade de Uberlândia. Minas Hoje/ A VOZ DO POVO.

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