Atualizado: 19/12/18.

Cidades não têm como pagar o funcionalismo por conta de atrasos de repasses da gestão Pimentel. Em Divisa Alegre, no Vale do Jequitinhonha, os professores não recebem salários desde outubro por causa dos atrasos nos repasses do governo do Estado. Eles representam 50% da folha salarial do município, e a situação já afeta as demais atividades econômicas, com redução drástica de vendas no comércio e uma perspectiva de fim de ano difícil para grande parte dos moradores. A realidade é a mesma para a maioria das cidades da região, por causa dos quase R$ 11 bilhões de dívidas do governo de Minas Gerais com as prefeituras, de acordo com cálculos da Associação Mineira de Municípios (AMM). Se a falta desses recursos é o que faz os servidores municipais ficarem sem salários, a retenção dessa verba evitou que a situação do funcionalismo estadual estivesse ainda pior. Esse valor de R$ 11 bilhões representa o pagamento de mais de quatro folhas salariais mensais do Estado, que é de R$ 2,5 bilhões. Ele é o melhor exemplo da “metáfora do cobertor curto” que o governador Fernando Pimentel “puxou para cobrir o lado” que representava seus interesses. O prefeito de Divisa Alegre, Marcelo Olegário (PRB), reclama que, além de não ter dinheiro para pagar os professores, também não terá com o pagar o 13º salário para os demais servidores e reclama da ausência de perspectivas “Os professores estão sofrendo, passando dificuldades. Isso afeta toda a economia da nossa cidade. Os armazéns não estão vendendo como antes, têm dificuldades para receber o que já foi vendido, e vai travando toda a economia. O pior é que a gente olha para essa situação, e estamos de mãos atadas, porque o problema não é com a gente, é com o Estado”, desabafou o prefeito. O Tempo/ A VOZ DO POVO.

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