Atualizado: 27/09/2018.

Com a chegada do fim do ano, muitos gestores já começam a se planejar para saber como vão arcar com o 13º dos funcionários. No entanto, em 56% das cidades mineiras, segundo levantamento da AMM (Associação Mineira de Municípios), essa situação se tornou um grave problema, tendo em vista que os cofres municipais estão vazios. Conforme as normas da CLT, o pagamento deve ser feito até o dia 20. O levantamento foi feito pela própria entidade, quando foram ouvidos 382 prefeitos mineiros de todas as regiões do estado entre 13 e 18 de setembro. Desse total, 24% já não estão conseguindo pagar em dia o salário dos professores municipais. Em outros 21%, os prefeitos estão atrasando também os salários dos demais servidores. De acordo com a o presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (MDB), a crise nos municípios é reflexo dos repasses que estão sendo retidos pelo governo de Minas Gerais. “Sabemos da crise econômica pela qual passa o país. Mas isso se agrava aqui em Minas. A dívida do governo de Minas com os municípios está na cifra de R$ 8 bilhões e só temos promessas de regularização desses repasses. Os prefeitos estão apavorados, pois, neste segundo semestre, a tendência é de arrecadação menor. Ou seja, a realidade de hoje evidencia um futuro nebuloso para todos nós, prefeitos, com  impactos imediatos em todos os serviços prestados à população”, analisou Lacerda. Outro lado Em nota, o governo de Minas informou que está em dia com os repasses referentes ao ICMS e ao IPVA. Com relação ao Fundeb, no qual a AMM relata um débito de R$ 2,7 bilhões, o Executivo alegou que os repasses estão sendo feitos em dia desde 21 de agosto e os valores atrasados serão pagos “tão logo o governo de Minas Gerais receba os recursos oriundos da securitização da dívida”. Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher/ A VOZ DO POVO.

 

CURTIU ? Vai La Compartilhe Nosso Post No WHATS E Nas Redes Sociais

FAZER UM COMENTARIO