Fonte: Rede Hoje
Atualizado: 16/12/2025 ás 16:19mim.
O Ex-Prefeito de Patrocínio, Júlio César Elias Cardoso, de 66 anos, se apresentou na Delegacia de Polícia Civil nesta segunda-feira, dia 15. A apresentação ocorreu após a expedição de um mandado de prisão pelo Poder Judiciário. O processo que motivou a ordem judicial tramita sob segredo de Justiça. Em razão disso, não há divulgação oficial dos detalhes da decisão. O cumprimento do mandado ocorreu sem registro de intercorrências. A apresentação do ex-prefeito aconteceu de forma espontânea e acompanhada por advogados constituídos. Após os procedimentos iniciais, Júlio César Elias Cardoso passou pelos trâmites legais previstos. Em seguida, foi submetido à audiência de custódia. O procedimento foi realizado conforme protocolo do sistema judicial. Após a audiência, foi definida a manutenção da prisão. Concluídas as etapas legais, a Polícia Civil realizou o encaminhamento do ex-prefeito. Ele foi levado à Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio. No local, permanece à disposição da Justiça. A unidade prisional é a mesma utilizada em outras prisões anteriores do investigado. Não houve divulgação de prazo para nova manifestação judicial. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi questionado sobre o processo. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno oficial. O segredo de Justiça impede a divulgação de informações processuais. A medida restringe o acesso público aos autos. O procedimento segue conforme a legislação vigente.
Histórico judicial
Esta é a sexta prisão registrada envolvendo o ex-prefeito de Patrocínio. Em abril de 2024, Júlio César Elias Cardoso foi preso pela quinta vez. Na ocasião, a prisão estava relacionada a processo por estupro de vulnerável. O crime teria ocorrido em 2014, conforme denúncia apresentada à Justiça. A vítima, segundo o processo, tinha sete anos de idade. A prisão de 2024 ocorreu em um frigorífico localizado na zona rural de Patrocínio. Júlio César foi encontrado no escritório do local. À época, ele afirmou que tinha conhecimento do mandado judicial. Também declarou que aguardava uma decisão judicial para se apresentar. Não houve resistência durante a abordagem policial. Após a prisão naquele episódio, o ex-prefeito foi conduzido à Delegacia de Plantão. Posteriormente, foi encaminhado à Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares. Não foi necessário o uso de algemas. O procedimento foi registrado pelas autoridades competentes. O caso seguiu tramitando no Judiciário. Em 2018, Júlio César Elias Cardoso foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado. A condenação se refere ao processo por abuso sexual contra criança. O boletim de ocorrência foi registrado no final de 2014 pela família da vítima. Em determinado momento, foi concedido habeas corpus para que respondesse em liberdade. A defesa recorreu da decisão à época.
Manifestação da defesa
Na noite desta segunda-feira, os advogados Paulo Cunha e Cleiton Machado divulgaram nota oficial. O comunicado informa que o processo atual está protegido por segredo de Justiça. Segundo a defesa, essa condição impede comentários sobre o teor dos autos. Os advogados afirmam que Júlio César sempre colaborou com a Justiça. A nota destaca a apresentação espontânea após o mandado. A defesa também informou que está adotando medidas jurídicas cabíveis. O objetivo, segundo o comunicado, é buscar a restituição da liberdade do ex-prefeito. Os advogados afirmam confiar no regular funcionamento do Poder Judiciário. O escritório responsável pela defesa é Pena, Cunha, Silva & Machado Advogados. A nota foi divulgada à imprensa local.
Nota da defesa na íntegra:
“Diante dos questionamentos acerca da prisão do ex-prefeito Júlio César Elias Cardoso, a sua defesa esclarece que a prisão decorre de processo protegido pelo segredo de Justiça, razão pela qual não há possibilidade de tecer maiores comentários sobre o teor dos autos. O ex-prefeito sempre colaborou com a Justiça, convicto de sua índole como homem público e chefe de família. Após a expedição do mandado de prisão, Júlio Elias apresentou-se espontaneamente, acompanhado de seus advogados. A defesa informa ainda que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis visando à restituição da liberdade, confiando no regular funcionamento do Poder Judiciário.”
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