Atualizado: 19/01/17.
cidades alegam que passam por dificuldades financeiras e que preferem investir o dinheiro da folia em áreas prioritárias. “O novo governo municipal busca, neste início de mandato, regularizar as contas da Prefeitura e, para isso, está tomando medidas de cortes de gastos e priorizando a realização dos serviços essenciais à população, como saúde e educação”, diz a nota divulgada pela Prefeitura de Ouro Branco. A administração municipal alega que a decisão de não realizar a folia foi tomada após análise dos “altos custos que seriam gerados para a realização do evento”. Em Patos de Minas, o prefeito José Eustáquio Alves esclareceu que a decisão de não realizar o carnaval deste ano “se deve à crise financeira que afeita o Município”. Em nota, a administração municipal informou que os recursos utilizados na folia serão destinados para “prioridades elencadas pela gestão”. “A decisão foi tomada mediante definição de prioridades elencadas pela gestão, entre elas a saúde com uma maior oferta de exames para tentar diminuir as filas que encontramos no setor; a educação com a contratação de pessoal para trabalhar nas escolas, reforma de estradas vicinais que realizam o transporte de alunos; a limpeza da cidade com a roçada do mato que cresceu em canteiros e avenidas e realização de operação ‘tapa-buracos’”, diz a nota. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o prefeito Odelmo Leão decretou situação de calamidade financeira no último dia 6 de janeiro. A medida suspendeu qualquer investimento público em eventos festivos por 180 dias. “Pela falta de recursos em caixa e um quadro financeiro de dívidas deixadas pela gestão anterior, a suspensão da aplicação de verba pública em festividades é geral”, informou a administração municipal por meio de nota. No último dia 10, a Secretaria Municipal de Cultura se reuniu com carnavalescos do município. “A Secretaria está à disposição para ajudar no que for necessário, desde que não envolva o uso de recursos públicos”, afirmou Rosa Maria Marra, secretária interina da pasta, durante o encontro. A situação de Ouro Branco, Patos de Minas e Uberlândia é semelhante a dos municípios de Passos e Pouso Alegre, no Sul de Minas, que também cancelaram o carnaval por falta de dinheiro em caixa. As prefeituras alegaram que, após reuniões com secretários e carnavalescos, foi acordado que não existia recursos ou tempo hábil para a folia. Minas Hoje/A VOZ DO POVO.









